EXTRA! EXTRA! Meu filho vai agora já com 3 anos e meio entrar em uma escola Waldorf aqui em Jundiaí (SP), a Jardim Angelim! Pois é, só depois dele ficar esse tempo em uma escola não-waldorf e eu ter tempo para estudar mais e conhecer melhor esse método, é que consegui decidir. E, lógico, TODOS comentários que esse post gerou foram riquissímos para a decisão também. Obrigada à todos pela contribuição! Pretendo relatar sobre a experiência no meu blog de mãe, o www.maeequempira.com . Vai lá me visitar! 😀 Gratidão! 

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“Nosso maior objetivo é desenvolver seres humanos livres, aptos para estabelecer, por si mesmos, metas e direcoes para suas vidas” (Maria Steiner)

Há muito tempo que queria escrever sobre este tema por aqui, mas parece que era mesmo pra ser agora. Por quê? Porque agora que sou quase mae, já estou pensando em qual escola colocar nosso pimpolho. Sei que pode ser muito cedo pra pensar nisso, mas quem me conhece sabe que a cabeca aqui ferve sem limites. Mas no fim alguns de vocês (ou muitos) devem estar se perguntando: “Mas o que é o sistema Waldorf de ensino?”. Vamos lá. Vou ser breve, pois existem fontes oficiais que com certeza vao ajudá-los a entender este sistema melhor e a formarem suas próprias opinioes. Sim, porque se estou trazendo este tema aqui nao é só porque acho extremamente interessante, mas principalmente porque é um tema que gera muitas discussoes entre pessoas que acreditam que esse sistema de ensino é super positivo e outras que acreditam que é um sistema com valores bonitos, porém pouco funcionais para o nosso mundo “cruel”. Eu, sinceramente, gostaria, apesar de todas as críticas que existem, que meus filhos estudassem em uma escola baseada neste sistema e esse post é mais uma forma de colher opinioes e experiências diversas para poder ter cada vez mais certeza de que é uma boa escolha ou que, talvez, nao. 😀

O sistema Waldorf é um sistema de ensino que foi introduzido na Alemanha a partir de 1919 (por coincidência – ou nao – na cidade onde moro, Stuttgart) por um austríaco chamado Rudolf Steiner e que hoje está presente e crescente no mundo todo (inclusive no Brasil). É um sistema baseado na antroposofia. Esta, por sua vez, do grego “conhecimento do ser humano”, pode ser caracterizada como um método de conhecimento da natureza do ser humano e do universo, que amplia o conhecimento obtido pelo método científico convencional, bem como a sua aplicação em praticamente todas as áreas da vida humana.

Bom, pelo parágrafo acima já dá pra perceber que é algo bem complexo de “compreender racionalmente”, ou seja, é bem coisa de filósofo mesmo, entao pra gostar tem mesmo que ser meio “filósofo”. Agora a “filósofa” aqui vai brevemente citar o que já ouvi falar sobre as escolas que utilizam este método de ensino. Pra quem tiver “fome de saber” e já quiser informacoes completas, entre no site oficial no Brasil e entenda como funciona.

Tudo o que vou escrever aqui sao coisas que ouvi de quem estudou em escolas que seguem este modelo ou que fizeram o curso para serem professores de uma escola Waldorf, ou seja, tudo baseado em experiências reais. Aliás, se você que está lendo este post, estudou ou conhece alguém que estudou/estuda em uma Waldorf, seria super interessante se pudesse contribuir aqui deixando um comentário falando sobre a experiência ou sobre alguma coisa que deixei de citar ou, até mesmo, sobre alguma informacao que eu possa ter colocado de forma equivocada. Sua opiniao também será sempre bem-vinda, lembrando que opinioes expressas com agressividade/falta de respeito nao serao publicadas.

Bom, entao pra comecar, vou falar sobre alguns pontos que percebi que sao os que geram mais críticas por parte das pessoas que nao acreditam neste sistema (que sao muitos) e depois falo das coisas que, acredito, sustentam a funcionalidade deste.

PONTOS QUE PODEM SER VISTOS COMO NEGATIVOS:

(depois leiam este texto que descreve uma pesquisa feita sobre os “Sete mitos da insercao social do ex-aluno Waldorf”)

– O fato de não se exigir ou cultivar um pensar abstrato, intelectual, muito cedo é uma das características marcantes da pedagogia Waldorf em relação a outros métodos de ensino. Assim, não é recomendado que as crianças aprendam a ler antes de entrar na 1a série. Segundo esta pedagogia, antes deste período, o mais importante é deixar a crianca ser crianca, é deixar a crianca brincar e se descobrir sem racionalizar a vida. Segundo os críticos, esta forma de aprendizado pode ser considerada lenta e a crianca pode ficar “atrasada” e ter deficiência para acompanhar o desenvolvimento de criancas da mesma idade que frequentam escolas tradicionais. Nao acredito nisso, mas também nao tenho argumentos concretos pra convencer ninguém do contrário. É só um ponto de visto baseado no que acredito e, sinceramente, nao acredito que o fato da crianca comecar a fazer contas e a escrever apenas a partir do 7° ano vai fazer desta menos capaz de se desenvolver do que coleguinhas que comecaram a fazer isso antes. O mais importante estará sendo sempre desenvolvido: a capacidade de raciocinar, de falar e de se aceitar como é, desenvolvendo suas habilidades motoras e “humanas” (sentimentos).

– Nao existe um sistema de reprovacao e de notas como no ensino convencional. As “notas” sao simbolizadas por cores (ou estrelinhas) ao invés de números, ou seja, existem, mas sua representacao visual é diferenciada. Segundo os críticos, isso diminui a competência competitiva da crianca, ou seja, ela terá dificuldades de viver no mundo competitivo atual. Dizem que o mundo é cruel, logo a crianca tem que estar preparada para isso. Minha opiniao é que se o mundo é cruel, é porque o sistema gerou essa crueldade, entao está na hora do sistema criar algo que a combata, ou seja, um pouco de docura e humanismo nao faria mal nenhum. Enfim, percebi que aqui entram valores muito pessoais na discussao. Eu, por exemplo, prefiro um filho sensível que sofra um pouco para se adaptar ao mundo competitivo do que um filho extremamente competitivo que muitas vezes se torna insensível e sem limites para conseguir o que busca. Nao espero que ninguém concorde comigo, mas é assim que eu penso sobre este ponto. Eu mesma, que nao estudei em uma Waldorf, cresci acreditando que o mundo era cor-de-rosa e que todas as pessoas eram boas. Só fui comecar a reconhecer “crueldade” quando já estava com aprox. 23 anos de idade. É sério! Hoje estou bem mais esperta e seleciono muito melhor quem está ao meu redor, mas mesmo assim ainda acredito na bondade do ser humano e procuro sempre competir comigo mesma e nao com os outros. Complexo. Um dia explico essa minha teoria (rs).

– Nas aulas de esporte/educacao física os alunos nao jogam/aprendem a jogar futebol. Nao acho isso nenhuma desvantagem no que diz respeito ao sistema de ensino, ou seja, nao vejo isso como argumento contra válido. Se quer que seu filho jogue bem futebol, coloque ele pra jogar com primos, amiguinhos fora da escola, escolinha de futebol e pronto. Aliás, conheco alguns amigos que nao gostam de futebol, embora tenham estudado em colégios onde existiam inclusive campeonatos. Segundo uma amiga que estudou na Waldorf, eles acreditam que o futebol é um esporte muito agressivo e por isso nao está inserido no programa da escola. Com isso já nao concordo, ou seja, que o futebol é um esporte mais agressivo que o handball ou que o basketball podem ser. Mas nao deixaria de colocar meu filho em uma Waldorf baseada nesse argumento.

– O amor que os professores Waldorf devem desenvolver pelos seus alunos, e o conhecimento profundo que eles adquirem de cada aluno são outras características fundamentais da pedagogia. Por exemplo, idealmente durante os 8 anos do ensino fundamental cada classe tem um único professor que dá todas as matérias principais, isto é, fora artes, artesanato, educação física e línguas estrangeiras (em geral duas, nos 12 anos de escolaridade). No ensino médio há um professor que, durante os 4 anos, assume o papel de tutor da classe. Segundo os críticos, isso é ruim para o desenvolvimento da crianca, principalmente se o professor nao for com a cara da crianca e a “perseguir” durante os 8 anos. Também criticam o fato de ser impossível um único professor ser apto a lecionar todas as matérias durante o ensino fundamental. Eu já vejo de outra forma. Os professores Waldorf sao profissionais que estudam para serem especificamente “professores Waldorf”, ou seja, tem uma formacao toda baseada neste sistema de ensino, logo estao totalmente preparados para lidar com todo e qualquer tipo de crianca, sem discriminá-las. Pelo menos essa é a filosofia deste sistema de ensino e se alguém decide lecionar em tal escola é porque deve estar “alinhado” com tal filosofia. Sobre ser impossível um único professor estar apto a lecionar todas matérias do ensino fundamental, ainda estou em dúvida sobre ser um ponto fraco do sistema Waldorf. Teria que saber que tipo de diploma é exigido e qual o tipo de treinamento é dado para tais professores, ou seja, preciso conversar com minha amiga que fez o curso para ser professora lá e depois volto aqui. 😀

– Nessas escolas sao ministradas aulas de corte, costura, pintura e etc. A crítica é que as notas para estas “matérias” tem o mesmo peso que as notas para as matérias tradicionais (matemática, português, história e etc). Minha primeira reacao foi achar isso errado, mas depois refletindo um pouco “fora do quadrado” penso que faz sentido. Sim, porque pintar também é uma habilidade, assim como fazer contas. Sim, porque nem todo mundo é bom com números, assim como nem todo mundo é bom em pintura. Entao porque dar pesos diferentes se no fim estamos falando de habilidades que nem todos tem, mas que os que tem poderao utilizá-la na sua profissao no futuro? Há os que dizem: “mas matemática todo mundo precisa, pintura nao”. Será mesmo que todo mundo precisa ser bom em matemática? Será que é justo dizer que o cara que é bom de matemática é melhor do que o cara que é bom em pintura? Por que que todo mundo tem que ser bom em matemática? Se eu nao sou, sou burra por um acaso?

– Alguns críticos acreditam que os alunos de uma Waldorf tem menos chances de passar nos melhores vestibulares ou até mesmo de conseguir bons empregos na sua vida adulta. Estudos como o estudo já citado no início deste tópico comprovam que isso é apenas mais um mito e que a realidade é bem diferente. Lógico que alguns alunos, dependendo do curso e/ou universidade que querem estudar, acabam tendo que fazer cursinho pré-vestibular, mas também nao acho isso nenhum demérito. Por outro lado, li no site oficial da Waldorf que nos EUA as grandes universidades dao preferência para alunos que tenham estudado em escolas do sistema Waldorf, pois sabem que os alunos tem uma capacidade positivamente diferenciada. Quem quiser pode chegar esta info clicando aqui. Está em um dos últimos parágrafos.

INFORMACOES RECEBIDAS POR EMAIL/TELEFONE APÓS PUBLICACAO DO TEXTO POR PESSOAS QUE TIVERAM EXPERIÊNCIAS COM O SISTEMA WALDORF:

– Neste item vou descrever tudo que uma amiga me relatou hoje por telefone sobre a experiência pessoal dela em uma Waldorf. Já tínhamos conversado sobre o sistema, mas a única coisa ruim que ela havia relatado era que o sistema realmente cria pessoas extremamente sensíveis que sofrem muito no mundo “real”. Mas desta vez ela me contou coisas que me deixaram realmente com uma pulguinha atrás da orelha. Ela me contou que ela sofreu muito preconceito por ser “atrasada” em relacao à seus amiguinhos que estudavam em escolas convencionais. Disse que em um curso de catecismo morreu de vergonha, pois era a única que nao sabia ler nem escrever, pois, como relatei aqui, criancas na Waldorf só comecam a aprender a ler e a escrever a partir dos 7 anos de idade. Ela contou também que nos primeiros anos sua professora (uma alema que tinha se mudado para o Brasil) a obrigava a escrever com a mao direita, apesar de saber que ela era canhota, pois dizia que aquilo era importante para ela desenvolver o raciocínio do lado “correto”. Disse que gracas à Deus nao teve que ficar com essa mesma professora nos 8 anos previstos, pois esta foi substituída por uma outra que foi ótima para a turma. Contou que esta outra professora a ajudou a se desenvolver na área de conhecimentos gerais, mas fora do programa normal da escola e que isso foi pura sorte mesmo. Contou que alguns alunos que tem mais sede de aprender eram tratados com preconceito, pois eles nao tinham paciência para aprender na velocidade imposta pelo sistema Waldorf, que é relativamente lenta para os padroes do ensino tradicional. Disse que o sistema é ótimo para trabalhar o “ser humano” e suas aptidoes artísticas, mas que nao prepara realmente as pessoas para a vida no mundo real. Ela contou que até hoje sofre muito por ser tao sensível. Diz que sofre mais do que o normal quando vê pessoas fazendo maldade ou notícias ruins em geral. Sente que sua capacidade de raciocínio é eficiente, porém lenta. Disse que nao vai colocar seus filhos em uma Waldorf, pois nao quer que eles tenham os mesmos problemas que ela teve, mesmo tendo amigos que estudaram com ela que nao tiveram problemas e que hoje estao super bem e que continuam acreditando no sistema Waldorf. Por isso ela reforcou que é um tema muito complexo, pois é extremamente pessoal e cada caso é um caso. Disse que tem sim muita coisa boa, mas que é preciso ponderar se vale a pena arriscar. Bom, essas infos me deixaram bem inclinada à desistir da idéia, pois sao informacoes baseadas na prática e recebidas por alguém que cursou todo ensino fundamental em uma Waldorf. Além disso, é uma pessoa que eu respeito muito e que sempre é muito ponderada quando dá suas opinioes, além de respeitar muito outros pontos de vista.

– Uma outra amiga me enviou um email dizendo o seguinte: “Putz Maira…o seu texto é ótimo, mas a polêmica é enorme. Eu adoraria se tivesse uma escola Waldorf aqui do lado de casa, mas ao mesmo tempo, jamais estaria pronta EU, para acompanhar o tudo de “bom” que eles são e aí, o que acontece é que seu filho começa a ficar sendo o “estranho da escola”, sabe? Numa escola normal, se ele é “estranhinho” não é tao ruim, porque tem outros TAO OU MAIS ESTRANHOS. Em teoria acho eles otimos e conheco pessoas da minha geraçao, ou quase, que tem formacao waldofiana que sao seres especiais, criativos, abertos, mas não são exatamente ADAPTADOS ao nosso mundo.”

– Uma info que eu já tinha, mas que tinha esquecido de citar é que aqui na Alemanha o preconceito é muito grande com pessoas que cursaram uma Waldorf. As pessoas consideram essas criancas mais “fracas”, pois estudaram em um sistema que nao exige que a crianca tire boas notas pra passar de ano. Aliás, dizem que muitos pais que tem filhos com dificuldade de aprender realmente acabam colocando seus filhos em uma Waldorf, pois sabem que ali eles nao serao reprovados e que a velocidade de ensino dará mais chance para que eles aprendam na velocidade deles. Sendo assim, estes sao considerados menos capazes do que seus coleguinhas que estudaram em escolas com ensino tradicional.

*****RESUMINDO: o sistema perfeito seria mesmo uma mistura entre o sistema Waldorf e o sistema tradicional. Existe? Se alguém souber de alguma escola no Brasil ou na Alemanha que tenha algo parecido com isso nao deixe de nos informar, tá!? *****

PONTOS QUE VEJO COMO POSITIVOS SEM CONTRA-ARGUMENTO:

– Como na frase citada logo no início do post, esse sistema é um sistema de ensino que coloca as necessidades individuais de cada indivíduo acima das necessidades ou premissas da sociedade.

– A crianca ou adolescente é acompanhada como indivíduo no seu desenvolvimento, ou seja, os professores buscam desde o início identificar o que cada indivíduo tem de aptidao e focam no desenvolvimento desta individualmente. Isso mesmo, nao exigem que todos alunos tenham as mesmas aptidoes ou que se desenvolvam na mesma velocidade. Compreendem que cada indivíduo tem sua “estrela” e seu próprio tempo.

– Assim como nas escolas alemas em geral, nesta escola existem muitas “cerimônias” para comemorar tudo que vocês possam imaginar. Sim, eles adoram celebrar ciclos, festividades, acontecimentos marcantes na vida da crianca e etc. O mais fofo é justamente a celebracao do primeiro dia de aula da crianca. A escola fornece todo o material, inclusive uma mochila de couro igual para todos alunos. Esta é entregue aos pais e a escola pede que eles pintem algo do lado de fora da mochila que tenha a ver com o filho deles, ou seja, pedem que os pais personalizem a mochilinha de seus filhos. As criancas chegam todas orgulhosas na escola mostrando “sua” mochilinha e a arte que seus pais fizeram especialmente para elas. Elas também recebem uma coroa de flores e um “canudo” cheio de “agrados” que seus pais preparam para elas e entregam também no primeiro dia.

– Todas as criancas aprendem a tocar pelo menos um instrumento musical.

– As criancas nao aprendem através de livros didáticos “tradicionais”. Elas recebem um caderno em branco e durante as aulas anotam todo o conhecimento que é passado através dos professores. Depois, os professores pegam caderno por caderno e checam se o que a crianca entendeu está correto ou se falta alguma informacao importante. Após esta “correcao/verificacao”, a crianca recebe seu caderno de volta e é através dele que ela vai se preparar para as provas. Eles entendem que existem formas distintas com que cada crianca absorve uma informacao concreta, nao acreditando que existe apenas uma “verdade” ou “ponto de vista” absoluto. Acreditam que a compreensao dos fatos está muito relacionada às referencias individuais dos alunos e a forma como cada um enxerga o mundo ao seu redor, baseados em seus valores pessoais. Se você dá um livro com “verdades prontas” para uma crianca/adolescente você reprime nela a capacidade de ter suas próprias opinioes sobre os fatos, fazendo-a acreditar em tudo aquilo que todo mundo acredita e ela acaba apenas se preocupando em absorver “aquelas verdades” para ter uma nota boa e passar na prova. Valores e capacidade de raciocínio deixam de ser trabalhados nesse sistema tradicional de ensino.

Provavelmente eu esqueci alguma coisa importante, mas tudo que eu for aprendendo sobre este sistema (inclusive através dos seus comentários aqui), vou adicionando aos poucos e publicando.

É um sistema bem diferente do sistema tradicional que conhecemos e é natural que muita gente seja contra, afinal é um sistema difícil de compreender racionalmente, sendo muito baseado em filosofia e psicologia. Eu, sendo uma pessoa menos racional e mais emocional por natureza, me identifiquei muito com tal sistema e conheco pessoas que formaram-se através deste que sao simplesmente seres humanos fantásticos e profissionais super bem-colocados no mercado onde atuam. A única coisa que vejo que faz da vida deles um pouco mais difícil é que realmente sao mais sensíveis do que a média e sofrem muito mais com a “crueldade” no mundo. Mas pra ensinar a lidar com isso a vida se encarrega e nao exclusivamente a escola. Aliás, ironicamente, para aqueles que foram “criados” neste sistema Waldorf, aconselho uma temporada no país onde este nasceu: Alemanha. Você chega aqui um “gatinho”, mas volta um “leao”. Duvida? Entao vem! 😀

Entao é isso. Se quiser, deixe aqui seu comentário com opinioes, perguntas, críticas e/ou sugestoes. Eu nao vou “contra-argumentar”, pois já deixei minhas opinioes no post, mas tudo que escreverem vai sim me ajudar e também à todos àqueles que tem interesse nesse sistema, a compreenderem este melhor através de óticas diferenciadas. Diga lá!

Maira Engelmann
maira.engelmann@gmail.com
Muita história pra contar e pra mostrar.

95 thoughts on “ENSINO ALTERNATIVO ALEMAO – O sistema “Waldorf” (Rudolf Steiner)”

  1. Filho usufruindo de uma escola Waldorf é o melhor presente que vcs estarão se dando e dando a ele, ao mesmo tempo. Conheci a escola com 40 anos e ‘morria de inveja’ daquelas crianças sendo educadas daquela forma! Hoje tenho 63, sem filhos, mas acompanhei os filhos de dois compadres e dois amigos, num total de 15 crianças, hoje adultos e muito bem com a vida!
    Sem dúvidas, a melhor alternativa!
    Boa sorte com o guri!

  2. Maira, eu não li todo o seu texto. Mas gostaria de perguntar: Você vai colocar seu filho nessa escola no Brasil ou aqui na Alemanha? Pois aqui, os Kindergartens já são assim. as Grundschule tem algumas das caracteristicas. Eu tenho minhas restriçoes quanto ao sistema de kindergarten daqui mas todas as crianças alemãs (exceto as que vão para escolas particulares) passam por este sistema. Já, no Brasil, talvez tenha uma discrepancia entre um e outro sistema.

    1. @Arlete: sério que todos os Kindergarten funcionam seguindo o sistema Waldorf? Parcialmente ou totalmente? Essa info é nova também. Eu “colocaria” no Brasil, pois estamos voltando em maio deste ano, mas o post é mais voltado para discutir o sistema mesmo. Já ouvi que existem diferencas entre escolas Waldorf no Brasil e aqui também, mas sao poucas, a essência tem que ser a mesma, pois seguem acima de tudo a “filosofia antroposófica”. Acredito que muitas críticas sao baseadas em experiências isoladas, mas saber do risco destas também é importante pra ponderar sobre a viabilidade ou nao de se colocar um filho em tal escola. Depois dos últimos depoimentos que ouvi, penso que pode ter sido algo pontual sim, mas ao mesmo tempo me deu aquele medo de arriscar acreditando nisso e lá na frente me sentir culpada caso meu filho venha a ter problemas que podem ter sido originados por causa deste sistema. Por isso é um tema tao complexo. Existem histórias felizes e histórias nao tao felizes, mas ninguém pode garantir nada, até mesmo quando a crianca estuda no sistema tradicional. Os dois tem coisas boas e ruins, mas o da Waldorf é menos popular, logo o risco pode ser maior. Sei lá. Mas tô adorando poder me informar melhor agora que ainda tem tempo de sobra pra decidir. 😀 Bjks!

  3. Maira,
    como vc sabe meu primeiro filho hoje com 7 anos, já na segunda série do ensino Waldorf (no bairro do Ipiranga, em São Paulo) está neste sistema desde o berçário.
    Aos meus 38 anos descobri o seguinte: Não existe escola melhor ou pior. O que existe são pais ausentes e pais presentes no processo de educação pedagógica. O que aprendo todos os dias com a Antroposofia e tbém com a pediatria antroposófica (onde estamos tratando nosso segundo filho de 2 anos, Joaquim) é que cada filho é um filho, e nosso desafio é compreendê-los e interpretá-los — esse é nosso principal papel de pais educadores, e assim é na escola !!!
    Ao contrário do que dizem, meu filho nunca foi excluído, porque nesta escola ele aprendeu a escolher e separar o bom do ruim; meu filho tbém nunca se comparou com a prima que já sabe ler, e escrever e tbém a navegar na internet — pq. nesta escola ele aprendeu que estas coisas crescem dentro dele a cada dia e ninguém sabe tudo de uma só vez !!!As coisas acontecem …
    Victor é sensível, querido, companheiro, responsável, divertido, ajudande e dono de um caracter inquestionável …
    Afinal, não é disso que este mundo está precisando !!!?!?!?!?!?
    A unica diferença é que ao colocar seu filho nesta escola, vc tbém irá estudar junto com ele e não apenas deixá-lo na portaria …e retirá-lo horas depois…rs…

    1. @Melissa: muito obrigada mesmo pelo seu comentário! Já estava ficando chateada de nao ter um “contra-argumento” pra enriquecer o post. É bom que agora tenho mais infos pra botar no meu “saquinho das ponderacoes” (rs). Parabéns por ser uma super-mae!!! Bjks e, de verdade, obrigada pela sua opiniao!!!

    2. Parabéns pelo seu comentário.
      Tenho 10 sobrinhos com idades entre 03 e 12 anos, todos estudam na Waldorf, inclusive três meninas entre 07 e 12 anos mudaram de escolas “conceituadas” para a Waldorf e foi nítido ver a mudança de comportamento delas, para melhor é claro. Um deles com 06 anos escreve e o passa tempo dele é ler enciclopédias. Dei um carrinho de controle remoto pra ele e ele nem deu atenção, rsrss. Estou colocando meu filho de 02 anos na Waldorf agora, sem medo. Concordo com vc, o maior diferencial do ensino Waldorf é o acompanhamento dos pais no aprendizado do filho.

  4. Maíra,
    Sou aluna do curso de formação de professores Waldorf Recife, e concordo com Melissa quando diz queo que existem são pais ausentes ou presentes na educação de seus filhos. Porém, não posso deixar de tecer considerações a favor das escolas Waldorf, pois creio que existe um diferencial nela muito importante: a preocupação em que o professor cuide de sua autoeducação. Não sei como anda a situação na Alemanha mas o sistema público de ensino brasileiro é caótivo, e o que vemos são profissionais extremamente desequilibrados, devido a diversos fatores. A pedagogia Waldorf busca fazer com que o professor reflita não apenas sobre sua prática pedagógica, mas sobre a coerência entre seu discurso e sua vida. Num mundo tão fragmentado, em que se pensa uma coisa, se diz outra e se age de uma terceira forma diferente de todas as outras, buscar coerência e valorizar a força de um bom exemplo é sem dúvida um grande mérito, além de todos os outros.
    Qualquer criança merece uma escola Waldorf!

    1. @Carol: primeiro queria agradecer sua contribuicao, pois é alguém que deve conhecer muito bem o sistema pedagógico da Waldorf e pode nos ajudar a entendê-lo melhor. Mas, sinceramente, gostaria que argumentasse baseada nos benefícios concretos do sistema Waldorf e nao através da definicao do perfil das maes. Nao acho que todas maes de filhos da Waldorf sao “boas maes” e vice-versa, ou seja, nao acho que todas as maes que nao optam pela Waldorf sao maes nao participativas. Talvez a decisao delas esteja mais baseada em pontos pedagógicos mesmo e ter estas infos de pessoas como você seria algo super precioso para talvez mudar uma imagem que, ao que tudo indica, permanece. Se puder contribuir com mais infos sobre a pegagogia em si entao seria perfeito! Bjks e obrigada mesmo!!!

  5. Olá Maíra e demais contribuintes.
    Um canal de informação na minha opinião, só ganha sua real contribuição, quando de fato traz ao palco, discussões pertinentes e valorosas como esta iniciada sobre o sistema de ensino de nossos filhos. Para os que já os têm e para os que ainda terão, é sempre bom buscar informações, refletir e aguçar aquilo que um dia não será mais só de nossa responsabilidade, mas sim, do mundo. Considero pertinentes o que todos escreveram e eu, como não tão conhecedora do Sistema Waldorf gostaria de deixar minha humilde opinião, como educadora que sou. É de extrema importância termos a preocupação e interesse de inserirmos nossos filhos em espaços saudáveis, lúdicos e formadores de valores. No entanto, sabemos que em diferentes situações, tais valores podem ser aprendidos e em suas diferentes formas (leia-se as boas e ruins) e que para isso nunca teremos pleno “poder”. Ou seja, não devemos encarar o S. Waldorf como a porta de entrada para o que chamamos de bons valores, caráter e afins, pois realmente não considero que exista ausência destes, no modelo tradicional de ensino. Com muito que as pessoas escreveram aqui, eu vi como que é quase um jogo de aposta, onde se pensa: Escolho o caminho do ser humano bom, amoroso, afetivo do sistema Waldorf, ou escolho o sistema tradicional formadores de seres humanos “frios”?! Bom, gente pensar assim me parece um equívoco e como alguém falou ai em cima, sempre existem os dois lados das coisas. E sabemos que além do ensino coerente e digno, o método tradicional disperta sim, os valores humanos. Eu mesma quando professora de Educação Física do ensino infantil e fundamental, trabalhava com os alunos a importância da amizade, do respeito mútuo, das suas habilidades gerais, não só as motoras e passava para eles a condição de responsabilidade. As regras eram postas como combinados da turma, além das estrelinhas do comportamento que todos recebiam. Enfim, o que queria mesmo era dizer que não importa aonde estivermos a presença da família sempre será a fundamental para nos ensinar o que há de melhor da vida e que todos os pais são educadores e que precisam ser eles o alicerce da criança e os que vão “garantir” ou tentar garantir aquilo que o mundo “lá fora” não ensina ou ensina errado. Beijos a tod@s!

  6. Olá Maira,
    Acabei de conhecer esse espaço, estava lendo um relato de viagem sobre Budapeste, que por sinal adorei, e vi esse poste sobre educação Waldorf, como sou mãe de um menino de dois anos e que frequenta uma escola waldorf não pude deixar de ler e entrar de cabeça nesse debate.
    Vivo me questionando se o sistema waldorf é o melhor mesmo para meu filho, mas por enquanto acho sim que é o melhor.
    Uma das coisas que mais gosto da filosofia é justamente sobre a primeira infância que prezam que as crianças realmente brinquem, acho que essa fase não volta e eles devem aproveitar cada minuto afinal ler e escrever, ele farão sim mas depois não vejo porque tanta pressa, depois passarão a vida lendo estudando e escrevendo e acredito que se fizerem isso no tempo certo gostarão mais.
    Meu irmão foi alfabetizado com 4 anos, ele tinha muito interesse na leitura, e nem por isso tornou-se uma pessoa intelectual, ele adora ler, mas nunca gostou de estudar e nem teve interesse em terminar uma faculdade.
    Eu frequentei a escola tradicional e sempre gostei da minha escola. Na minha cidade tem uma escola Waldorf e sempre foi tido como a escola dos “diferentes”. Acho que se tivesse estudado lá também teria me adaptado muito bem, pois sou uma pessoa que me adapto muito fácil e gosto de novas experiências. Mas acredito que o Waldorf não é para todo mundo, dai que concordo com as colegas de cima que disseram que o papel dos pais é fundamental, como a própria filosofia Waldorf prega, temos que analisar o indíviduo e ver, acompanhar, se eles são feliz onde estão, se tem “sede” por algo mais ou se o que estão vivenciando está sendo bom para eles. Acredito ser um exercicio, para nós pais, constante nunca é tarde para mudar ou tentar algo que traga a felicidade para nossos filhos.

    1. Li o texto e estou lendo os comentários, ao final devo deixar minhas impressões sobre o que li, por hora, deixo minha resposta baseado no que a Aressa escreveu e me fez pensar em mim, na minha infância.

      Tenho 35 anos e cresci em uma pequena cidade que, desde aquela época tem 17-20.000 habitantes. Pré-escola eram poucas. Vejo muitas questões sobre a alfabetização. Parei para relembrar que eu mesmo só comecei a conhecer letras aos 6 anos e a ser alfabetizado aos 7 anos. Quando penso nessa idade e a palavra pré-escola aparece, a única imagem que me vem é de alguns colegas estavam lá “estudando” e eu com meus 5 anos estava na rua, brincando de velotrol com minhas irmãs e a moça que ajudava minha mãe.

      Aos 7 anos comecei a ler e sempre gostei de estudar, não fui gênio em nenhuma época, nem medíocre em nenhuma. Tive áreas de grande interesse e área de menos interesse.

      Como não poderei deixar minha filha, em Belo Horizonte, brincando pelas ruas, acho, pelo que li até agora, que as escolas Waldorf serão um espaço para exercerem essa infância mais livre que eu tive. No momento não vejo grandes vantagens em “obrigá-la” a aprender a escrever antes, a resolver equações diferenciais aos 8 anos.

      Também não tenho muito medo da culpa. Meus pais erraram, eu também vou errar, se não for nisso será em outra coisa, o importante é estar atento, não ser orgulhoso e assim que considerar que algo pode ser melhor mudar a rota, seja para um lado ou outro.

  7. Maira! seu texto é perfeito. Traz todos os lados positivos e negativos que fui descobrindo na prática, sendo por 4 anos mãe de aluno “Waldorf”. Foi uma experiência fantástica para todos nós. Como educadora que sou, muitos pontos faziam muito sentido para mim, outros nenhum, como vc bem colocou alguns deles. Mas refletindo, cheguei a mesma conclusão: o sistema ideal, seria um misto dos vários sistemas existentes(o waldorf, o tradicional e outros nem tanto). Não é necessário ser waldorf para criar crianças felizes e sensiveis e nem é preciso ser tradicional para criar crianças “problema”… Os dois ambientes podem

  8. Ai Maira… estava aqui te escrevendo e deu pau no computador… Nem sei se enviei o texto incompleto ou não… sei lá o que chegou, nao publique, pois vou reescrever… Em sintese, o que queria te falar é que tenho a experiência de ter sido mãe waldorf por quase 4 anos e hoje escolhi outro caminho, por varios fatores, entre eles, muuuuitos já descritos por vc. Vou escrever ocm calma um texto sobre a experiência completa e te mando por e-mail. Mas o que fica é o seguinte: seu texto está perfeito. Na prática é isso mesmo: o ideal seria um misto dos sistemas… Mas acho que teríamos que abrir uma escola para que isso aconteça, rs! Na minha cidade, que é pequena, e nao se tem muitas opções , busquei, busquei e concluí que quando é bom num ponto, me desagrada em outro…minha filha foi feliz na waldorf eu tb, algumas vezes discordei de coisas, resolvi troca-la de escola, ela sofreu muito na transição, por culpa dos dois sistemas , o antigo e o novo , por minha também, pelo modo como o criei… Enfim, vivi e estou vivendo Um verdadeiro e contante “fervor de ideias e ideais” para quem gosta de pensar sobe educação, como nós. Percebi em você muita habilidade para isso! O que vc coloca no texto, muitos educadores e pais, demoram anos para descobrir. Muitos nao descobrem nunca! O que acho fundamental para nortear as reflexões é justamente o que vc fez (e eu tb), nao ser radicalmente apaixonado por uma linha ou outra. Isso muitas vezes cega! Vou te escrever sobre minha expriência sob este ponto de vista: o de alguém que é educadora apaixonada, que passou com a filha pelo waldorf, está hoje no mais “comum” (um misto de tradicional com práticas que tentam ser mais renovadas) e que continua insatisfeita com os modelos que se tem de educação e com o nível de qualificação dos profissionais da área, em ambas as linhas!!! Náo terei a pretensão de te escrever uma tese, mas com minhas experiências, talvez te ajude (ou atrapalhe de vez, rs!). Uma coisa te falo: o sistema “perfeito” entre mil aspas, ainda está longe de existir, por pura de falta de … De muitas coisas, como por ex, de investimento, de qualificação, de fundamentação teórico-prática, de humanização, devsensibilidade, de reflexão, tb por pura falta de vontade , as vezes, tudo isso por parte daqueles que fazem a educação acontecer (todos, nao um ou outro lado). Uma frase publiquei essa semana no face e vou usar para fechar meu comentário aqui tb… “duvido muuuuito de quem nao tem dúvidas” sobre este ou aquele sistema… Te escreverei mais assim que tiver um tempinho… Beijão!

  9. Oi Maira, Estava justamente fazendo uma busca sobre os pontos negativos desse ensino, quando descobri seu texto. Os pontos positivos, estou descobrindo dia a dia, pois estou com 2 filhos em um Jardim da Infância Waldorf FANTÁSTICO. Estou lendo agora “Pedagogia Waldorf” de Rudolf Lanz e estou cada vez mais certa de que o melhor presente que você pode dar a seu filho no primeiro setênio é colocá-lo em uma escola Waldorf. Para conhecer melhor o sistema, assisto palestras e faço cursos na Sociedade Antroposófica sempre que posso. Assim como você, também cresci achando que o mundo era cor-de-rosa, mesmo tendo estudado em uma escola de ensino tradicional, e caí em mim aos 23 anos… mas acho que isso é uma questão de amadurecimento mesmo. Também tendo os filhos na escola Waldorf você conhece vários ex-alunos e todos que conheci são profissionais atuantes e bem-sucedidos nas respectivas carreiras. Estou à disposição, caso queira trocar mais ideias, pois esse é um tema que me agrada muito.
    Welcome back to Brazil!
    Beijos,
    Daniela

  10. Olá! Na realidade cheguei até esse blog por meio do google, pesquisando mais informações sobre política de concessão de bolsas na escola waldorf. Tenho duas filhas nesta escola e vou te dizer que a única coisa que realmente me incomoda é a mensalidade alta! Eu gostei da visão crítica do seu texto e compartilho dela, mas não posso negar nem afirmar os argumentos, porque eles podem se concretizar ou não. A única coisa que posso te afirmar, com certeza, é que eu não consigo me enxergar em outra escola que não seja a waldorf. E também que o jardim waldorf é, sim, perfeito para as crianças. Pode colocar sem medo! As coisas podem complicar a partir do ensino fundamental. Muitas famílias optam por tirar os filhos do jardim waldorf com 5 ou 6 anos para colocar em uma escola “convencional”, ou, então, tiram os filhos no ensino médio para uma escola “forte”. Entendo e respeito esse tipo de decisão, mas é uma pena, pois acho que perdem uma vivência que jamais será suprida no futuro, ao contrário da informação, do conteúdo formal das disciplinas, que estará sempre à disposição pra quem quiser se empenhar em aprender.

  11. Boa noite, Maíra. Eu e meu companheiro estamos escolhendo uma instituição de ensino para a nossa filhota, que está com dez meses, e vamos optar por um Jardim Waldorf. De tudo que vimos perto de nossa casa (somos de BH), a única em que sentimos que nossa filha poderá ser simplesmente criança foi essa. Além do quê, achamos um barato ela, que vive em apartamento, poder ter a possibilidade de usufruir de um lugar tão amplo, de cuidar de uma horta, de subir em árvore. Não tenho nenhum receio da escolha que estamos fazendo.

  12. Estou fascinada com a metodologia de ensino desta escola, achei simplesmente barbaro, mas tem algo me intrigando, me falaram que eles são espiritas e que indiretamente vão imbutindo isso na cabeça das crianças. É verdade isso ?
    Isso me incomoda muito pois sou evangelica.

    1. Angélica, a pedagogia Waldorf não é Espírita embora em alguns aspectos os conceitos são os mesmos. Até onde entendo a pedagogia Waldorf valoriza a espiritualidade embora não seja Espírita, a Pedagogia Espírita é outra coisa, pesquise no Google e você vai ver 😉

  13. Olá Maira,moro na Suíça e tenho uma filha de um ano e meio, meu marido é suíço e ama a Pedagogia Waldorf,
    estamos seriamente pensando que essa será a escola que nossa filha irá estudar aqui, ela é vista por alguns amigos dele como ” a escola dos artistas” e por outros “o sonho de consumo”, estou pesquisando sobre o assunto há uma semana e hoje achei o seu Blog, por sinal muito bom, tenho as mesmas dúvidas e medos por ser um sistema diferente do qual estou acostumada, mas até o momento tudo que li sobre a escola me atrai, tem muita coisa positiva…boa sorte na sua decisão! Abraços

  14. Fui mãe Waldorf durante 7 anos e seminarista do Curso de Formação de Professores da Pedagogia Waldorf, período muito enriquecedor da minha vida. Meu filho mais velho fez o último ano de Jardim Waldorf e os 3 primeiros anos do Ensino Fundamental, e minha filha fez os quatro anos de Jardim. No final de 2010 publiquei um livro “Clarear – a pedagogia Waldorf em debate” contando minha experiência com meu filho mais velho na escola Waldorf e coletei mais nove relatos de pais que tiveram seus filhos nessas escolas, com o objetivo de gerar um material de reflexão sobre a prática pedagógica nas escolas Waldorf. Lancei juntamente um blog http://www.clarear24x7.blogspot.com para ampliar essa reflexão. Gostei muito de tudo o que li aqui nesse espaço e convido à todos para também compartilhar suas experiências no blog Clarear.
    abraço fraterno
    Ana Lúcia Machado

  15. Boa tarde. Na minha opinião, a vivência artística, rítmica da Pedagogia Waldorf, bem como o estudo em épocas fazem de nossas crianças seres humanos mais seguros. Vejo isso em meus dois filhos em relação aos amigos que estudam em escolas “tradicionais”. Meu filho mais velho foi alfabetizado aos quase sete anos e hoje traz consigo toda sua bagagem de ter tido uma infancia repleta de contos de fadas e brincadeiras na terra, na confecção do pão, nas cantigas de roda. A pergunta não deve ser porque não se aprende a ler antes dos 07 e sim o que se deixa de viver quando é alfabetizado antes das trocas dos dentes. Entendo que a Pedagogia Waldorf de fato não vai mudar o mundo mas vai colaborar para um mundo um tanto melhor. Agora com o projeto do Curriculo Social na escola vai trazer a tona a Vocação Social da PW. Na minha opinião é a escola do futuro, já reconhecida pela Unesco como sendo a pedagogia capaz de responder aos desafios educacionais, principalmente nas áreas de grandes diferenças culturais.
    Sou mãe Waldorf, estudiosa da Antroposofia e entendo sim ser a unica pedagogia capaz de formar seres humanos livres! Toda criança merece uma pedagogia Waldorf! (compartilho).

  16. Boa noite. Tenho dois filhos (5 e 3 aos) estudando em um Jardim Waldorf em SP. Não conheço muito dos “ensinos tradicionais”, mas conheço muito da felicidade dos meus Filhos. Professoras que conhecem profundamente uma criança e que nos orientam e conduzem é um fato muito presente na educação Waldorf. Sinto que muitas famílias sentem-se “invadidas” pelo forma com que a professora OBSERVA o aluno e a sala…eu sinto como se fosse um PRESENTE…ter uma professora que olha para meus Filhos como um Ser individual…e não com “mais um” faz total diferença. Tenho muita dúvida em relação ao ensino fundamental, mas não desejo (nem um pouco) que minha Duda perca a magia e a criatividade que ela possui e que tem liberdade para exercitar numa Waldorf. Meu Menino de 3 anos desenvolve, dia-a-dia, uma sensibilidade difícil de se ver hoje em dia…e isso me emociona. Não quero criar Indivíduos fracos ou extremamente sensíveis, mas quero MUITO MENOS criar pessoas insensíveis e indiferentes. Tô muito satisfeita e, provavelmente, é o caminho que vou seguir. Acho que as dúvidas nos fazem buscar, conhecer, mas o caminho, quem deve escolher, é cada família, baseada em suas crenças e valores! Abraços e parabéns pelo post.
    Luciana

  17. Olá, Maíra. Meu filho estuda numa escola humanista em que em primeiro lugar vem os valores de solidariedade, amizade, respeito as diferenças, amor ao próximo, etc, valorizam o ecossistema fabricando seus próprios brinquedos com sucata, combatendo o consumismo, tem uma produção incrível na educação infantil. Ocorre q mudei de endereço a escola ficou muito longe, e há uma Waldorf a uma quadra apenas, ele vai fazer 4 anos, irá terminar a educação infantil e iniciar o ensino fundamental, de preferência tudo na mesma escola. Penso que o sistema waldorf para a educação infantil é perfeito. A minha dúvida é quanto as demais séries, já que o idel é realizar toda essa etapa educacional na mesma escola, em princípio. No entanto, lendo sobre a pedagogia Waldorf obseervo que há uma baixa tolerância a frustração pelo sistaema em geral, por exemplo, quando não aplica notas, mas conceitos bem positivos. Por outro lado, pelo que já li até aqui creio que deve formar pessoas bem seguras, pois o sistema tem muitas fórmulas de controle como a verificação das anotações nos cadernos dos alunos, a retomada de assuntos em épocas. Outra questão que gera dúvida, é que se a criança tem tda uma demanda extra antroposófica como consegue cumprir o calendário do MEC? Ou cumpre mais ou menos? Ou o horário é expandido. Tenho muitas dúvidas ainda, enquanto as duvidas persistirem e eu tiver folego para atravessar a cidade, continuarei atravessando, enfim…apenas dividindo com vocês obrigada!

  18. Boa tarde, conheci a Pedagogia Waldorf quando estava a procura de uma escola diferenciada para o meu segundo filho, pois ele estudava em uma escola tradicional desde os três anos e não gostava, todo esse tempo ele apresentou insatisfação com a escola, sempre apático e tímido. Apesar de ser muito inteligente, desde cedo apresentando talento para a matemática sempre repetia para mim que “eu odeio escola”. Ele foi para a Waldorf com 06 anos, mudou completamente, adora todas as aulas, inclusive as aulas de tricô, hoje posso dizer que com nove anos é uma criança feliz. Em contrapartida o meu filho mais velho, hoje com 15 anos sempre estudou na escola tradicional e sempre gostou muito, nunca apresentou nenhum problema. Na minha opinião vale a pena a Pedagogia Waldorf pelo menos no Ensino Fundamental para preservar a ingenuidade e a espontaneidade tão presente nesta fase. Deixar de preocupar-se em ser o “diferente”, pois como dizia Clarice Lispector “ não me dêem formulas certas, pois eu não espero acertar sempre;não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração; não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual …”, portanto como mães devemos seguir nossa intuição porque cada filho é um ser único e especial. 😀

  19. Meus dois filhos frequentam uma escola Waldorf aqui em Roma, Itàlia. Sinceramente està sendo uma experiencia maravilhosa para todos nòs. Depois com calma, vou escrever mais um pouquinho…

  20. Amei seu texto!!!
    Sou coordenadora pedagógica de um CEI conveniado aqui em
    são Paulo e meu grupo de professores passaram por uma pequena formação dentro da pedagogia Waldorf, estou tentando consilhar as duas coisas, pois ainda não temos estrutura para implantar de vez esta forma de ensino, mas concordo com tudo que nos é passado mesmo a questão da sensibilidade, na verdade isso ´´e o que o mundo vem faltando e acredito que essa é a diferença e temos que lutar por isso, não concordo com a igualdade geral da sociedade e vi nesta metodologia uma oportunidade de fazer a diferença no meio em que vivemos… criança tem que ser criança e se fortalecermos nesta fase quando adultos serão adultos resolvidos e com muita sabedoria para resolver seus problemas… na verdade seu texto foi mais um isentivo para realmente colocar em pratica essa metodologia em minha creche!!!!
    Feliz Natal e um Ano Novo cheio de muita luz e paz para todos de sua família…

  21. a melhor escola é a ESCOLA DO PORTO, sem dúvida. O sistema não tem filosofia, é aberto, e eu acho que isso é melhor que se restringir à antroposofia (que além de tudo é meio ultrapassada). Lá a criança aprende na ordem que quiser seguindo aquela idéia de que uma curiosidade puxa a outra. Dá um olhada na internet que tem muita coisa sobre, o Rubem Alves é um grande entusiasta desse sistema. Aqui no Brasil não tem uma, mas existem outras escolas “clandestinas” no mesmo esquema, bem difíceis de encontrar (eu mesmo nunca achei, mas o Rubem Alves diz que colabora com algumas).

    Waldorf é furada, um abraço

  22. Fui professor da Escola Waldorf durante 25 anos, tendo iniciado no Brasil a coordenação do 1o. Ensino Médio Waldorf.
    Insisto que é preciso ir além das “fofocas”e pesquisar nas escolas a prática do dia a dia. Conheço muitas práticas e teorias pedagógicas e a Escola Waldorf vai muito além do trivial.
    Hoje trabalho com Seminários Biográficos e posso afirmar que muitas biografias teriam muito melhores possibilidades de expressar o “princípio ativo” inerente a cada pessoa se tivessem participado de uma escola Waldorf.
    Tenho 3 filhos que fizeram a Escola Waldorf, um que é euritmista, um que é administrador e o outro que é médico, sendo que eles, sem dúvidas colocaram seus filhos, meus netos (7) em escolas Waldorf.

  23. Enquanto a educação do futuro for baseada nas referências das pessoas que temos hoje, ela continuará devasada. Porque estamos projetando algo para as pessoas de hoje nas pessoas que virão amanhã. Como isso pode fazer algum sentido?
    Nenhum sistema educacional será ideal uma vez que todos nós somos diferentes. Agora, os pais estão dispostos a colocar os filhos em duas escolas diferentes?
    Hoje tudo se resume em gastos, tempo e culpa.
    Não é a Alemanha que faz de nós um leão ou a Waldorf que faz de alguém mais sensível. São nossas escolhas, nossos valores e a maneira como nos relacionamos com o universo a nossa volta.
    Eu não sou mãe, mas tenho muitas amigas que passam por esses processos de escolher pelos seus filhos e uma vez ouvi da minha maravilhosa mãe: “ser mãe é estar disposta a errar. porque sempre erraremos. Porém, eu faria tudo de novo”.
    As decisões devem ser tomadas hoje e reafirmadas cada dia. Pois se hoje você acredita ser a Waldorf uma boa escola, já é motivo para seguir. Se amanhã não for, pois tratar de refazer os planos e ajustar-se a nova realidade que se apresenta.
    Um grande mestre Sw. Muktananda diz: “ninguém nos faz sofrer. Somos nós que deixamos as coisas nos atingir”.
    Não acho que a criança Waldorf não está adaptada ao mundo “real” como foi colocado aqui simplesmente porque eu não acredito que REAL é passar batido por tanta impunidade; fingir que não tem gente morrendo de fome enquanto eu simplesmente pedi um prato no restaurante e porque não gostei da comida, vou deixá-la no prato para ser jogada no lixo ou ainda tamanha competitividade no mundo laboral.
    Eu não estudei em escola Waldorf, mas minha mãe acredita muito na antroposofia o que influenciou minha educação. Ser sensível para mim não é um defeito e nem uma característica que define fragilidade.
    Antes “sofrer mais” a passar a vida sem conhecer a mim mesma.

    Obrigada pelo texto, Maira.

  24. Olá Maíra, sou mãe de dois meninos que estudam em escola waldorf. Cheguei até a pedagogia waldorf pela dor, isto é, depois de ver meus filhos sofrerem muito em escolas tradicionais na primeira infância e eu mesma sofrer vendo tantas coisas absurdas com as quais eu discordava. E eram escolas particulares tidas como boas e com mensalidades caras. Meus filhos, graças a Deus, hoje estão felizes. Participo muito ativamente da vida escolar deles, como toda mãe waldorf. Acho importante dizer isso, pois quando eles estudaram em escolas tradicionais, eu nunca vivenciei tanto a vida escolar deles como agora, por nunca ter sido chamada a vivenciar pelas outras escolas. Você deve estar preparada para isso, pois muitos pais estranham. A escola tradicional não cobra tanto a nossa participação como uma escola waldorf cobra. Eu acho isso fantástico. Conheço vários adultos que estudaram em escolas waldorf e todos, sem exceção, se formaram em boas faculdades e tornaram-se profissionais ótimos e até requisitados no mercado por algumas empresas, que vêem na formação waldorf um diferencial. E por incrível que pareça, nenhum deles é artista, apesar da fama da escola. Pessoas sensíveis sim, mas não artistas propriamente. Pelo contrário. A maioria é ligada a área de saúde.
    Abraços e boa sorte!

  25. Oi,

    Bom, eu sou a vitoria, e apesar de ser um pouco nova para comentar sobre esse assunto, vim dar o meu parecer, pois eu estou em uma escola que me prepara para a ” crueldade” do mundo. Bom, eu achei interessante, mas acho que pode haver um meio termo entre totalmente filosofia e totalmente ” mundo ” real. Acho que na hora de um emprego, ou na hora em que nos deparamos com acontecimentos fortes, precisamos ser centrados e sensíveis. É muito difícil trabalhar com uma pessoa totalmente extrema. Acho que tem a ver com o “bio tipo” da criança, pois uma criança mais sensível e delicada pode se sentir deslocada em uma escola mais seria. Eu, que curso a 8 serie, acho que não conseguiria viver taaaaaao inserida neste mundo cor de rosa, pois sou uma pessoa muito centrada e decidida ( até decidi que vou morar na Alemanha ) . Crianças são muito diferentes, e, mesmo sendo meio ” cruel” , acho que é necessário ter um pouco de competição, pois, querendo ou não, vivemos em um mundo 100% desta forma.

    Acho interessante a criança só aprender a ler com 7 anos, mas acho desnecessário.A criança precisa saber dar regras e aprender as coisas cedo. Sobre ser sensivel ou nao: Eu sempre encarei a realidade e nem por isso sou insensível.

    Minha opinião sobre o seu futuro fofinho é: perceba as habilidades dele, bem como o seu bio tipo.

    Espero ter ajudado, apesar de não ter muita base sobre o assunto.

    Amo a Alemanha e acho muito legal você estar estudando ai.

    Abraços,

    Vitória

  26. Olá Maira, ótimo seu post, suas ponderações são melhores ainda (talvez por serem as minhas tb rsrs) Concordo que seja mais importante a formação da mentalidade da criança, mas acho que a Waldorf poderia se reformular e achar um ponto de equilíbrio mais realístico visando a individualidade já que a questão é formação humanitária. Não posso falar muito para nao incorrer em erro, afinal não conheço a fundo o sistema. Meu filho tem 5 anos, ótimo raciocínio, excelente memória, alegre e muito sociável, só que tem atraso no desenvolvimento da linguagem, entrou na pré-escola agora, gosta de numeros e letras e o aprendizado se dá normalmente,com livros e muita brincadeira, estou procurando osistema melhor prá ele (por isso entrei aqui), tenho um ano pela frente mas pelo que vejo a Waldorf pode limitar um pouco o seu potencial, apesar de valorizar estas atividades essenciais para a formação de um caráter. A 1ª coisa que acontece na maioria das escolas (inclusive particulares) é abolir a educação física e educação artística entao, é relegada a um “6ºplano”, hoje sou pintor mas veja, consegui fazer o que gosto somente aos 37 anos, nunca tive uma profissao de formação real porque nunca quis fazer outra coisa senao lidar com arte, e aí, o que será atraso? Não se considera a felicidade do Ser mas somente a preparação para o Ter! Como se as mentiras contadas nas aulas de história fossem mais importante que a sua história. Parabéns, obrigado e abraços

  27. QUE BOM TER ENCONTRADO ESTE SITE! ME FORMEI EM PEDAGOGIA AOS 61 ANOS DE IDADE POR JUSTAMENTE QUERER ENCONTRAR UM MÉTODO DE ENSINO MAIS HUMANO DO QUE O “TRADICONAL” QUE ESTÁ LEVANDO A EDUCAÇÃO PARA O CAOS. URGE UMA REVIRAVOLTA NOS MÉTODOS DE ENSINO! CONCORDO COM OS ARGUMENTOS ACIMA COLOCADOS EM FAVOR DO SISTEMA WALDORF QUE NÃO CONHEÇO MAS PELO QUE FOI COMENTADO É O QUE ESTOU PROCURANDO! AGRADECERIA MUITO INFORMAÇÕES A RESPEITO. MORO EM GRAMADO, RIO GRANDE DO SUL.EXISTE UMA ESCOLA OU CURSO EM DESENVOLVIMENTO AQUI POR PERTO? UMA PERGUNTINHA: SENSIBILIDADE É UM DEFEITO? ENTÃO TODAS AS GRANDES PERSONALIDADES(DO BEM) MORRERAM DEFEITUOSAS!

  28. Bom, existe sim escola que alia o melhor dos dois mundos… E tenho muita sorte de tê-la escolhido para minha filha. Ela brinca muito, mas aprendeu a ler antes do 4 anos. Não por uma imposição do método de ensino, mas por uma oprtunidade dada por ele. Ela teve contato com os livros desde a sua entrada na escola, tinham os bancos de palavras, mas a escola não alfabetiza com o método tradicional. Deixa a criança descobrir a dinâmica da leitura sozinha. Não possui nenhum sistema de avaliação transparente para a criança seja por estelinhas ou notas, as crianças são incentivadas sempre. Ela se desenvolve sabendo que todos tem aptidões e dificuldades, assim todos aprendem a pedir ajuda bem como ajudar ao outro. Gosta de ler os seus livros, gosta tb que eu os leia, gosta de fazer os seus brinquedos, e fazemos vários juntas em casa e ela os faz na escola tb, mas tb gosta de Barbie e de brincar no Ipad. Acho muito saudável o meio termo das coisas. Minha filha é uma criança muito feliz!

  29. Nao gostaria de influenciar negativamente mas so conheco minha cunhada que estudou a vida toda em uma escola com esse ensino aqui na Alemanha. Ela fala que nunca teve pressao de ter boas notas e nem dever de casa fazia. Hoje em dia tentou varios “Ausbildung” (estagio) e nunca terminou porq n aguentava a pressao e hoje nao tem emprego. Acho que cada caso e’ um caso mas apenas esse metodo nao acho que prepara para o futuro.

  30. Olá Maira,
    Gostaria de parabenizá-la p/zelo no que tange a formação de seu filho! Tenho formação em pedagogia Waldorf, estágios em escolas no Brasil, Alemanha, Noruega, Canadá e Nova Zelândia, seminários internacionais na Alemanha onde concluí a formação. Também fiz formação em Terapia Artística e estudei pouco sobre Massagem Rítmica.Sou admiradora do trabalho de Rudolf Steiner em todos os segmentos, obtive cura por meio da Medicina e farmacologia, a alimentação Bio Dinâmica é preciosa. A Educação Waldorf, abrange o conhecimento aplicado ao estilo de vida saudável: Mente, corpo e Alma. Não há influência religiosa alguma, mas o que se ensina é o respeito ao ser humano e a tudo o que tem Vida. A metodologia tem como base o Respeito à Natureza da Criança, a época certa de iniciar o trabalho intelectual, evitando interferir no desenvolvimento neurológico e físico da criança, o que pode ocorrer quando o trabalho intelectual atropela o amadurecimento físico completo, Tudo no seu tempo. As artes tem papel fundamental no desenvolvimento do caráter e no equilíbrio entre o Trabalho Mental e Manual. Contudo a adesão da família na formação conjunta da criança é Fundamental. No teatro, na Orquestra, a criança aprende o trabalho coletivo, economia, administração etc. de modo agradável e abrangente, mas a participação da família é vital.
    Uma criança que viveu plenamente todas as suas etapas, será 1 adulto equilibrado, produtivo e Feliz. O brincar livre propicia o aprendizado de inúmeras coisas, de forma simples a criança desenvolve a imaginação, os brinquedos de materiais naturais, desenvolvem o tato, o olfato, alimentos saudáveis, ajudam na formação sadia dos órgãos, enfim tudo tem uma razão.
    As famílias q. desejam uma formação sadia para suas crianças, mas ñ dispõe de recursos p/1 escola particular, podem estudar a pedagogia e aplicar a vivência das épocas, a alimentação, o conto, o trabalho na horta etc. em casa, assim estarão acompanhando de perto o desenvolvimento dos filhos e aprendendo com eles, o que será muito Gratificante!

  31. Oi
    Moro na Mongolia e meu filho de 8 eh o primeiro mongol-brasileiro da historia ! aos seis anos ja falava ingles, portugues e mongol e apesar de ir a uma escola ‘convencional’ aprende tudo e eh bom em matematica. sabe ler e escrever tambem nas tres linguas ( 2 alfabetos ) Dito isto, o sistema tradicional, baseado numa realidade que eh apenas fruto da incapacidade do ser humano de ter criado algo melhor. se eh necessario mudar a realidade por que deveriamos querer que nossos filhos se adtem a uma realidade obsoleta, injusta e talvez moribunda ? como nao ha escolas Waldorf aqui estamos de mudanca para o Brasil onde ele aprendera a ser feliz pois as escolas aqui apenas criam pessoas frias e roboticas desprovidas de qualquer criatividade. que se dane a realidade que segundo Einstein “nao passa de uma ilusao, embora persistente”. quanto mais criancas estudarem em escolas Waldorf ( ou do tipo ) mais chances teremos de criarmos um futuro para a humanidade pois o que temos hoje eh um desastre, um cataclismo, uma tragedia, mas que como acontece em sequencia aprendemos a chamar de realdidade ! ha uma frase que sempre repito para o meu filho : NUNCA SEJA NORMAL pois ser normal eh ser conformado com a sordidez da sociedade humana atual ! Abracos da tundra siberiana, ta fazendo 32 graus negativos ! rsrsrs – meu email eh universalbrow@hotmail.com – Brau Cavalcanti

  32. Alguém disse que “a palavra convence, o exemplo arrasta”. vou pois exemplificar. João Ricardo, meu filho, com 8 anos, estuda na Waldorf, desde o Jardim. Impressionava-me que nos dias de chuva ele ia com capa e galochas pois a chuva não era motivo para mudar a rotina das atividades no tanque de areia a céu aberto. Voltava para casa coberto de lama. Tinha de entrar pela área de serviço do apartamento e deixar no tanque a roupa e tirar os calçados para não sujar a casa toda. Vinha coberto de barro, mas feliz da vida, sabendo que chuva não quebra osso. Eu ficava impressionado com a balança que havia no meio do pátio e o risco de cabeças rachadas. Explicaram-me as professoras que era um risco calculado, para que tivessem os alunos o aprendizado do cuidarem uns dos outros. Tirando alguns sustos, nunca soube que alguém tivesse rachado a cabeça ali. Se isso não é se preparar para o mundo real, enfrentando tempestades e sendo sensíveis para se preocupar e cuidar de cabeças desavisadas em tão tenra idade, não sei o que seja então.

  33. Olá
    Li sua preocupações , não sei como resolveu. Deixo um link que se quiser ver poderá te ajudar. minha filha estudou em escola waldorf do jardim ao ensino fundamental, fez o ensino médio em uma escola pública e hoje esta no 3º ano de psicologia em uma faculdade estadual, sempre se adaptou bem as mundanças, gosta de desafios, meu segundo filho esta no 8º ano do fudamental de uma escola waldorf e um menino inteligente, amoroso , criativo. A pedagogia waldorf ajuda a criança a se colocar neste mundo de forma integral, ela aprende que o mundo é bom, belo e verdadeiro quando adulta ela irá perseguir esse ideal.Fica a dica . carinho.
    http://www.antroposofy.com.br/wordpress/conheca-a-pegagogia-waldorf/

  34. Eu amo a Pedagogia Waldorf, realmente ela cria indivíduos totalmente diferentes da nossa atual realidade, o meu mais velho está com 22 anos, no último ano de Jornalismo na Espanha, numa Universidade Pública, moramos em São Paulo, o segundo quer ser ator e está no segundo semestre da Escola de Atores Wolf Maia, nunca estudou inglês fora do colégio, mas seu Ingles da Escola Waldorf é fluente, enquanto isso meus parentes e filhos de amigos estão na sua maioria, “batendo cabeça” sem saber para onde ir.

  35. Meus dois filhos estudaram na EWRS e o que eu posso dizer é que isso foi uma benção.
    É muito comum vermos comentários de quem está de fora e não esteja muito bem informado dizendo alguns absurdos ou fazendo críticas descabidas.
    Uma das mais comuns é que a criança é criada fora da realidade da “vida lá fora” e que não estaria preparada para a vida. Meu filho hoje estuda na USP, faz engenharia mecatrônica na POLI (depois de ter sido aprovado no vestibular de 5 universidades federais)e minha filha estuda no Mackenzie. Não me parecem pessoas despreparadas para a vida, pelo contrário, são admirados onde quer que estejam. O detalhe é que educou fui eu, a escola apenas deu informações, coisa que se confunde muito hoje em dia onde os pais entregam os filhos na escola e acham que já fizeram sua parte.
    Outro ponto são os falsos estigmas como: É proibido tomar coca cola, assistir TV ou jogar futebol.
    Ninguém em sã consciência acredita que coca cola faz algum bem ou que uma novela das 9 tem assunto interessante para uma menina de 8 anos. A maioria dos pais se omite. Assistem a novela na frente das crianças, ficam com cara de tacho cada vez que aparece uma cena mais picante, mas não tomam a providência de mudar de canal ou arrumar outra atividade para a criança. A escola não proíbe. Apenas recomenda que isso não é saudável e não vende coca cola na cantina. Se você achar que pode colocar coca-cola na mamadeira do seu filho a escola não irá na sua casa dizer que você está errado. O futebol não é praticado na escola. Até que eu não concordava muito com isso, mas eles dão sua explicação e la não se pratica. Quem quiser e fizer questão pode arrumar um lugar para que o filho pratique este esporte. Na escola que eu estudei não se praticava Kung-fu, MMA, rinha humana e um monte de outros esportes e nem por isso eu tive problemas na minha vida. O preço é relativamente alto, mas as escolas da região são muito mais caras. Problemas existem em todas as escolas, lá não é perfeito.
    Se você é da típica classe média paulista, metida, competitiva, gosta de ostentar, defende seus direitos mesmo quando está errado, não cumprimenta seus vizinhos, etc, etc, certamente não se enquadrará no perfil da escola, embora exceções sempre existam. Vale a pena ir lá, conhecer e ver se faz seu estilo.

  36. Olá,
    Tive a oportunidade de trabalhar de secretária em uma escola Waldorf em Aracaju e é fantastico ver o desenvolvimento individual de cada criança sendo florado sem acredir a mente delas ….. não ficam atrasadas elas aprendem brincando como deve ser,é lindoooooooo d + …. seria maravilhoso se as pessoas conhececem essa pedagogia melhor 🙂

  37. Olá,

    Uma amiga me falou sobre o sistema de ensino Waldorf e resolvi pesquisar. Vou contar um pouco do nosso caso… Tenho uma filha de 7 anos que está no 2º ano e sinto que ela tem um certo temor aos estudos e não tem muito interesse, não sei se a metodologia aplicada pela escola não está fazendo com que desperte suas qualidades e entusiasmo pelos estudos, essa escola é catolica e bem requisitada na região, suas notas não são boas e estamos pensando em buscar uma nova escola, só que fomos criados em uma familia simples e sempre estudei em escolas públicas estamos um pouco perdidos nessa parte da educação, queremos o melhor pra ela, pois é uma garota doce, amavel e muito inteligente. Se alguém puder nos ajudar com indicações de sistemas de ensino agradeço muito.

  38. Olá Maíra,
    Meu tempo de procurar escola foi a mais de 40 anos. tenho 63 anos e sou pai de 4 (quatro) filhas, mulheres adultas, nascidas em 1974, 78, 79 e a última chegou em 1980.
    Talvez possa ajudá-la em sua avaliação, mostrando um pouco da minha transformação (de pai) ao longo desses quase 35 anos de “educação” waldorf. A minha jornada “waldorfiana” começou exatamente no momento que minha esposa chegou em casa e informou que tinha achado uma escola com uma proposta diferente e que ela queria que eu fosse para uma entrevista “de pais”. Nessa época minha esposa era formada em “serviço social” pela PUC-SP e atuava como assistente social concursada na PMSP. Também tinha o curso de professora. Na reunião de “pais” fomos sabatinados de tal forma que eu saí dali com o firme propósito de demover a minha esposa daquela proposição dela. Afinal, para um profissional da área de TI, formado em ciências de computação pela Unicamp, a proposta da escola conflitava em muito com a minha formação. Só para registrar, muito mais tarde percebi que a decisão da minha esposa já estava tomada na saída daquela entrevista.
    Depois dessa escolha, minha esposa mergulhou de cabeça (inicialmente) no estudo dessa pedagogia. Coincidentemente, nesse período de decisão, já estávamos com a Amanda (nossa primogenita) entrando na escola e mais 3 criancinhas colocando em alvoroço nossa casa. Nesse período, veio o check mate da minha esposa… ela decidiu pedir licença do seu cargo na PMSP e foi fazer o curso de formação de professores da pedagogia Waldorf. E por aí continuou a minha caminhada “waldorfiana”.
    As crianças foram seguindo ano a ano com suas turmas e foram inúmeras reuniões de conselho de pais, viagens de alunos, teatros que eles prepararam ao longo dos anos escolares. Enfim as filhas chegaram a mais um dos momentos de inflexão de seus vários ciclos de vida… o momento de escolher a faculdade e seguir para o sua vida adulta. Todas escolheram suas carreiras e se formaram em boas faculdades ( para as carreiras que tinham escolhido ). Não tiveram dificuldade para entrar nessas Uma fez a “Belas Artes”; a segunda fez “Administração em hotelaria”; a numero 3 fez “odontologia” e a 4a; aquela que “sobreviveu” ( pois quase não dava tempo para cuidar dela… acabou se formando em “Marketing e Propaganda”. Nesse tempo, minha esposa já era professora de classe na Escola Waldorf Micael e teve a felicidade de conduzir 2 classes desde o Primeiro ano até o Oitavo ano, intercaladas com um curso de especialização de “Estudos Goetheanisticos” em Fair Oaks-California USA, para onde nos mudamos em 1995/1996.
    Bom, hoje em dia, minha esposa está aposentada como professora Waldorf, e imediatamente após a sua saída da escola Micael, onde trabalhou por 17 anos, criou um Jardim Waldorf (juntamente com aquela menininha que nos levou á pedagogia) “Escola Waldorf Espaço Bem Viver”… justamente para atender uma nova demanda de nossa família… a menininha tinha um filho e nos éramos avós. Nessa escola de propriedade da minha esposa e filha mais velha, também trabalha a minha filha formada em “administração” e dentista, escolheu uma área “ortodontia” que tem tudo a ver com a escola Waldorf… afinal, lá ela aprendeu, muita arte em argila, modelagem, serigrafia, modelagem em cobre… e etc. Exatamente como Steve Jobs, que aprendeu caligrafia na universidade, sem ter ideia quando iria usar. Hoje a minha filha dentista é muito conceituada, e sua experiência nessas matérias contribuiu em muito na sua vida atual. E finalmente, aquela ultima filha (a 4a)nesse exato (03/julho/2013) momento está em Dubai e Jordania, levando um grupo de executivos de turismo do Brasil… pois ela representa o Jordan Bureuau Tourism aqui no Brasil. E está me deixando louco pois manda poucas notícias de onde está… bom essa já estou acostumado… já morou em Londres, Madri, Vancouver e outras…
    Hoje estou tentando ser contratado pela escola da minha esposa e filhas… mas elas estão muito bem… e querem que eu continue trabalhando… mas não com elas… rsrsrsrs.
    A escola dela ganhou o premio “Unilever – Aqui se Brinca” em 2012… viste o link e voc~e entenderá muito bem a proposta de cuidar de seres humanos em sua fase inicial.
    Finalizando, cada filho é diferente e vive os vários e vários ciclos de vida… em sua passagem por aqui.
    O que eu posso recomendar a você é que independente do que você decidir … saiba que eu aprendi a não acelerar (queimar etapas) a formação intelectual de nossas filhas… pois cada ser humano tem seu ritmo… e ao longo da vida poderá formar esse conteúdo intelectual a medida que escolha os seus novos caminhos. O importante é ajudar seus filhos a ter estrutura emocional e de valores para tomar essas decisões de vida. E tenha certeza, isso é responsabilidade dos pais… e não da escola.
    Para sua reflexão: a minha geração já tem condiçoes de viver até os 80 anos com muita atividade intelectual ( conteúdo esse que mudou muito ao longo dos últimos 40 anos )… a sua geração chegará tranquilamente até aos 100 anos com todo vivacidade intelectual… e a do seu filho chegará a 120 anos, e terá a oportunidade de vivenciar vários ciclos de conhecimento e aprendizagem de vida… não force o amadurecimento desse seu fruto… deixe esse ser seguir o seu curso… só esteja por perto para apoiá-lo nos momentos de dificuldades… e ame-o muito. Afinal esse ser humano ( que te escolheu … ou escolherá ) acreditou te escolheu para vir a esse lindo lar.
    Não se preocupe nunca se vc escolheu(rá) certo ou não… todas as escolhas do seu filho ( mesmo sem você saber ) serão dele. Você somente será o vetor de atuação da decisão dele… e de DEUS.
    CONFIE !

    1. Que incrível José Augusto, mas estava eu aqui angustiada pois estou quase matriculando o meu filho na Waldorf de sua família( Espaço bem Viver) e sinto que meu coração clama por essa escola e escrevi na ficha que quero a Amanda no maternal com meu filho. Agora, ouvindo seu relato, senti mais alegria e certeza do envolvimento de suas esposa e filha na tarefa de conduzir meu filho no primeiro setênio dele. Obrigada por suas palavras que caíram como uma luva no momento certo. Um abraço Alessandra

  39. J Krishnamurti nos anos 80 foi convidado a dar algumas palestras para crianças de uma escola na Índia e perguntou a elas sobre o que gostariam de falar. – “Qual a diferença entre concentração e meditação”? – Perguntou uma. Ele olhou espantado e chamou a criança para perto de si e fez com que se sentasse junto a ele e questionou se as outras crianças queriam realmente saber sobre isso, pois este era um assunto muito sério e complexo. Todas menearam as cabecinhas afirmativamente. – Ok, – disse ele – e começou: – “Imaginem que na escola vocês estão com um livro aberto estudando uma matéria e de repente um de vocês começa a observar uma lagartixa na parede. O quê sua professora faria? – Uma das crianças lá do fundo respondeu: – “Menino não se distraia, se concentre no livro”! – Nessa hora todas as criaças riram…- Krishnamurti sorriu e retruou: – “Não se distraia? Mas você estava concentrado. Sò que sua concentração estava na lagartixa. Como não se distraia? Você estava concentrado!” – Então outra criança disse: – “Mas então o quê o professor deveria ter feito, pois há muitas crianças com diversos interesses?” – E foi Krishnamurti que riu dessa vez: – “Vocês, pelo que percebo estão bem treinados ein… Muito certo. O quê fazer numa situação destas? Pois eu lhes digo o que fazer: Ora, se eu fosse o professor incentivaria a criança a continuar concentrada na lagartixa e descobrir tudo sobre ela; como se agarra nas paredes, suas ventosas, sua pele, como respira, sua estratégia para buscar alimentos… perceba, – continuou, – se nos concentramos espontaneamente naquele algo é porque aquele algo nos atrai, e elegemos aquela matéria, aquele assunto pela nossa afinidade e curiosidade que ela desperta em nós, pois cada um de nós têm um dom especial e para sermos felizes precisamos encontra este dom. É isto o que a escola e nossos professores devem nos ajudar a fazer: Descobrir nossos dons. Algo de que gostamos enfim. Mas para termos foco em algo, isso exige de nós um certo esforço. Percebem? Cero esforço. De fato isto é concentração. Este esforço prazeiroso é concentração. Mas não é isso que vemos nas escolas ou é? Não nos ensinam a ter concentração nas escolas, mas nos obrigam a decorar, aceitar e a obedecer regras e fazer coisas, que não nos atraem, que não mexem com nossa curiosidade, nosso interesse. Aprendemos por obrigação a fazer e aceitar coisas e situações que endurecem a argila de que somos feitos e nos impede de sonhar e criar. O segredo está em nos ajudarem a desenvolvermos nossa concentração em coisas que sejam interessantes para nós e fazerem através de muito tato e sensibilidade, e para isso os porfessores devem aprender a ouvir, sim, ouvir! Perceber através do “ouvido doce, da escuta ativa” o que estamos querendo dizer e nos ajudar apuxar este “dom” que está dentro de nós através do diálogo, observação, atenção plena e mesmo até fazer com que descubramos interesse em coisas que aparentemente possam não ser assim tão interessantes num primeiro momento, como aquele livro, mas sem imposições, e sim através do da reflexão, formando uma unidade de propósitos e ideais decumplicidade no grupo que gere um compromisso e desenvolva um sentido genuíno de responsabilidade consigo e com o todo – Os estudos de maneira geral não oferecem isso pois não estão relacionados a valores essenciais”. – E chamando para perto de si a criança que havia gritado que a professora o teria chamado de distraído, continuou: – ” A concentração, – (Dharana), está um passo antes da meditação (Dhyana), pois na meditação a concentração acontece sem tensão, há uma ausência de tensão a-tenção (plena). Há o foco, há o interesse mas não há aqui mais o esforço. Podemos aqui nos despreender sem medos ou culpas e nos integrar à realidade que já existe e flui livre. Este é um caminho que pode nos levar a perceber o mundo da maneira como ele realmente é pois aprendemos a mergulhar na essência das coisas e descobrir que estas coisas também já existem dentro de nós”. – E vendo o olhar atônito das crianças disse meio sem jeito; – “Há … isso é muito complexo para vocês ainda….” Vamos mudar de assunto. (

    Mas acho que o sr J. Krishnamurti pode ter se equivocado e as crianças entenderam muito bem o que ele quis dizer)..rs

    Bem, na verdade não sei se as crianças entenderam muito bem aquela palestra de fato, pois sem a vivência do “sentir” (prática) fica muito difícil captar o “sentido” (conhecimento). Talvez por aí eu entenda que esteja… (pelo que já li sobre a Antroposofia, e embora conhecedor e apreciador da Eubiose – versão mais atualizada da Teosofia de H.P.Blavatski, linha da qual me parece que o sr. Steiner derivou)… a linha mestra desta filosofia educativa na tentativa de dar condições para a criança buscar sua caminhada. Caminhar este que percebo estar diretamente relacionado a aquisição do auto conhecimento e a felicidade. Que mais podemos almejar de um método que tem em suas linhas mestras este objetivo?

    Tenho um filho de 09 anos considerado hiperativo (??) e super inteligente e sensível. Gostaria de vê-lo trilhando este caminho no início através de um “esforço sadio” pelo seu autoconhecimento através da ação e interação com a vida e seus semelhantes. Sei que o que se ensina nas escolas atuais é pura ilusão: Uma história que não traz o conhecimento real da origem do Brasil no cenário evolutivo, cosmogênico, como o próprio Sr Steiner já sabia através do estudo da Teosofia; Nosso Português – não tão bem direcionado como língua mestra, uma vez que nosso idioma já está pronto para ser o idioma da próxima era e é colocado de lado em detrimento de línguas que já passaram seu tempo; Matemática – pouco prática, pois a verdadeira matemática é uma linguagem (chave) que nos permite acessar conhecimento oculto e real e nos levar diretamente para dentro de nosso auto conhecimento; e ciências que ainda brinca de geomorfologia política e experiências com “Bico de Bunsen” e não faz a ponte verdadeira entre os 04 reinos e hierarquias do mineral ao hominal até então em evolução e suas relações (glandulares)através de conexões energéticas (prana) do homem com o cosmos. o quê dirá então de matérias ligadas ao corpo, música, poesia, teatro etc…

    Bem, tudo isso para dizer que meu filho estava estudando em um colégio construtivista em Santos com o mesmo nome do criador desta abordagem de desenvolvimento e por uma necessidade maior tivemos que vir este ano para SP onde rapidamente o matriculei em uma conceituada escola de Padres Jesuítas na Av Paulista. Penso seriamente esperar que ele termine este ano neste bom colégio, mas vou oferecer para ele a opção da Waldorf no fim do ano para sexta série, levá-lo para conhecer a escola, explicar sua metodologia e didática (melhor do que eu seus próprios educadores) e ver o que ele decide. Quero acima de tudo vê-lo feliz e motivado, cercado de pessoas que valorizam a sensibilidade a constante mudança e que participe desta corrente com aqueles que já estão aqui conscientemente para fazerem a transição, adquirindo rapidamente o conhecimento real de si e da vida que o cerca e servindo a Grande Lei de maneira fraterna e consciente descobrindo assim seu propósito evolutivo neste seu atual estágio.

    Se vai ser assim não sei, mas como pais devemos oferecer caminhos para que eles, se resolverem tilhá-los, saibam o que poderão encontrar mais a frente. Mas a decisão e a caminhada será sempre deles, e independente da escola, ou da maneira que pensem e os eduquemos, se houver honestidade e amor nesse camimnho,este será sempre um bom caminho.

    Parabéns pelo “blog” e qqr coisa estou a disposição para trocas de ideias e perdão poela longa exposição.

    marcospagliara@bol.com.br (O mesmo nome para se encontrar no facebook)

  40. Senhores e Senhoras,

    Gostaria de passar um pouco da minha experiência prática sobre este sistema de ensino, mesmo não tendo estudado em uma escola Waldorf, tive um longo relacionamento amoroso com uma pessoa que lá estudou. Logo no início do meu relacionamento notava que havia uma certa união egoísta e ao mesmo tempo hipócrita entre os seus amigos de escola, ela por ser a primeira a possuir um automóvel, era a “Taxista” da turma, era assim que ela era vista por seus amigos de escola, os mesmo colocavam suas necessidades próprias acima da “sociedade”, ela por ser amiga aceitava e achava isso certo, ajudar os amigos!. Durante muito tempo ela teve de fazer curso pré-vestibular, por que não conseguia aprender ou passar na Fuvest na época, infelizmente Artes, musica e etc., não caem no vestibular. Seus irmãos passaram pelo mesmo problema assim como seus amigos, os que entraram na faculdade direto, entraram em faculdades que eram de 3a linha. O ambiente familiar era ótimo, porém com uma “redoma” de vidro, protetora do mundo real. Quando da entrada na faculdade, a mesma assustou-se com tudo e todos, sendo muitas vezes humilhada, além de as pessoas aproveitarem-se dela. Era impressionante e triste, pois foi criada para não ver maldade, mas o mundo “NÂO” é bonzinho e ela não acreditava nisso.
    As pessoas más a exploravam e ela nunca descobria estas segundas intenções….., não possuía raciocínio lógico, nível de ambição baixo, falta de garra, aceitação de competição, desistia facilmente das coisas e etc. Quando entrou no mercado de trabalho as coisas foram ainda piores, até que desisti e acabamos, não queria e não quero criar um filho em um ambiente fictício em relação ao mundo real, o mundo não é um mar de rosas para ninguém, seja profissionalmente, sempre haverá alguém querendo ficar no seu lugar, seja ele qual for, seja nos esportes e etc. Até no trânsito o mundo não é assim!. Gostaria muito que o mundo fosse cheio de florzinhas, estrelinhas e “corzinhas”, mas não é!. Não pensem que sou uma pessoa triste, frustada, amarga, egoísta e sem sucesso, muito pelo contrário, adoro ajudar aos outros, seja onde e como for, com quem e para quem for. Mas o mundo na maioria das vezes é cruel. Só se no caso das mulheres, elas depois da Waldorf, casarem, terem filhos e os criarem, aí sim quase perfeito, não sofrerão, porém se tiverem um filho homem e este for não for criado para um mundo real, ele terá problemas. Não há outra saída, ou vira hippie ou sofre muito. Mat

  41. Tenho dois questionamentos. Primeiro, a adaptação ao sistema regular de ensino acho bastante complicada, pois não ha professor que consiga lidar com estas crianças que ficam defasadas em relação as que não tiveram esta oportunidade; Segundo lugar, a exclusão, de quem não tem poder aquisitivo. A mensalidade da escola é o preço de uma universidade (800,00) – o que diria um educador como Paulo Freire ou outros preocupados com as questões sociais. Essas filosofias inovadoras, vindas de outros países e culturas diferentes não são para a grande população brasileira. TUDO QUE É DE OUTROS PAÍSES É MELHOR …..

  42. Minha filha de 3 anos estava numa escola “normal” desde 1 ano e 8 meses de idade onde desenvolveu uma constipação cronica, parou de comer de crescer e dormir. Lá, ela sequer falava. Precisamos fazer uma longa romaria a psicólogos, pediatras gástricos até que finalmente conseguimos colocá-la numa escola Waldorf quando ela tinha 2 anos e 9 meses (maio deste ano). Em 4 meses de waldorf e com ajuda de uma boa gastro pediatra já vemos um milagre acontecendo, ela já defeca até na escola, come bem, fala muito, é alegre e feliz e nós conseguimos dormir.

    Para mim a existência de cursos pré-vestibulares é a prova cabal de que os 12 anos de conteúdo intelectual que são “descarregados” pelas escolas não podem ser “apre(e)ndidos” pelos estudantes.

    Tenho amigos Waldorf que foram os primeiros da classe em cursos concorridos como medicina e engenharia na USP.

  43. Maira, estou escolhendo onde colocar minha filha de 2 anos e meio e estou pirando… sistema waldorf ou convencional… se vc recebeu mais experiências de mães ou ex-alunos e puder me mandar via email ou dar mais algumas dicas te agradeceria muuuito!

  44. Thomas Südhof, premio nobel de medicina 2013 foi aluno Waldorf

    http://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_C._S%C3%BCdhof

    Mas acho que o que o planeta não precisa de mais prêmios nobels, precisa mesmo é de mais pessoas sensíveis como esta sua amiga waldorf. Quem sabe conseguimos convencer os competitivos durões que já temos suficiente caos social, ambiental e econômico no mundo?

    Abaixo lista com ex alunos waldorf famosos e pais Waldorf famosos
    Divirta-se
    http://thewaldorfs.waldorf.net/index.html
    http://thewaldorfs.waldorf.net/famousparents.html

  45. Por tudo o que vi aqui estou, momentaneamente, decidido a colocar minha filha em um Waldorf. Momentaneamente porque posso me descobrir errado daqui a alguns meses e mudar de idéia. Ela só entrará no próximo ano.

    Quero que minhas filhas possam exercer o direito de ser criança, que exerça sua criatividade não apenas no sentido artístico, mas de curiosidade e a possibilidade de novas descobertas. O sucesso de cada um deve ser medido pelo que cada um considerar ser sucesso. Se ela quiser fazer um “curso TOP” em uma “faculdade TOP” ela terá que se esforçar muito e talvez fazer cursinhos, como tantos outros milhares nos sistemas tradicionais. A determinação e força tem que partir delas, mas deve ser incentivada pelos pais.

    Sobre a questão de “não conhecer o mundo duro” aqui fora, vemos muitos pais que fazem o mesmo criando bolhas para seus filhos. Se eu notar que a escola está pintando o mundo rosa demais, é dever meu mostrar que existem outras cores.

    Gostaria de poder falar do método pedagógico, mas ainda não matriculei minha filha, provavelmente apenas no ano que vem.

  46. Meus caros, considero a pedagogia waldorf muito interessante para os alunos especiais. Aliás, qualquer pedagogia que aumente a atenção dos professores sobre o aluno especial é válida. Especiais são os alunos hiperativos, disléxicos, com déficit de atenção, deficientes mentais, etc, alunos que necessitam de um acompanhamento maior com uma perspectiva inclusiva na sociedade. Os alunos especiais não podem ter cobranças iguais aos outros, devemos respeitar suas especificidades e tempo, a pedagogia waldorf é excelente neste sentido, igual a outras com o mesmo propósito, aliás temos linhas pedagógicas mais eficazes para atender a inclusão destes alunos, pedagogias estas que já tem estudos e bibliografias extensas discutindo sua eficácia. A Waldorf carece de estudos mais aprofundados, talvez por ela está muito direcionada a Antroposofia e ao Cristianismo esotérico, afinal Rudolf Steiner era um místico antes de ser um filósofo e pedagogo.
    É inegável que os alunos oriundos desta escola terão dificuldades nos colégio de nível médio, graduação e mercado de trabalho. rudolf Steiner acreditava que sua pedagogia criaria seres humanos melhores, mais espiritualizados e, muitas vezes, só colheriam frutos num futuro longo, até em outras encarnações.
    Não concordo com a idéia de que a Educação deve criar cidadãos melhores, isto é função da família, comunidade, Estado, religião, etc. A Escola deve ter esta preocupação, mas não deve ser a panacéia que salvará o mundo, todos esperam que a educação faça tudo que os pais não fazem, o estado se nega e as religiões se omitem fazer. Se os pais não estiverem ausentes da educação de seus filhos, acompanhando a vida escolar de seus filhos, dificilmente estes terão problemas em sua vida escolar, salvo raras esceções. As escolas devem ser laicas, todas as que são ligadas a alguma religião ou crença têm suas limitações, isto já é sabido e estudado, mesmo as de excelente qualidades não escapam disto. Religião, crença, ideologia e filosofia de vida pertencem à Igreja, família, etc, a Educação não salva seres humanos nem acaba com a desigualdade social, os novos estudos pedagógicos já provaram isto, isto faz parte do discurso de políticos mal intencionados e hipócritas.
    A pedagogia Waldorf tem se mostrado eficaz ao nos depararmos com listas de ex-alunos que se destacaram na vida. Estas listas intermináveis estão disseminadas na internet, contudo percebemos que estes afortunados, em sua grande maioria, tiveram sucesso no campo das Artes e Música, afinal uma pedagogia que prioriza tricô, tecelagem, pintura, dança, etc ao invés de matemática, física, química, etc, deve criar alunos de sucesso nestas áreas, que infelizmente não tem a capacidade de gerar empregos suficientes para empregar toda esta gente. Outra coisa que não é colocado é o tempo que estas pessoas estudaram nas Escolas Waldorf, uma pena, isto seria significante. Nem sabemos quantas pessoas não tiveram sucesso, mas isto não é importante, somos seres imortais, sempre teremos tempo de compensar infortúnios, afinal, para Rudolf Steiner estamos reencarnando desde 7000 anos A/C na Atlântida e continuaremos até o ano de 3573 D/C, quando os seres humanos retornarão a clarividência que tinham antes do tempo da Grecia antiga, como consta de seu livro A DIREÇÃO ESPIRITUAL DO HOMEM E DA HUMANIDADE, abraços – fernando marques.

  47. Apesar do atraso, postarei a respeito do que acho e meu contato com pessoas que cursaram está metodologia. Primeira vez que ouvi falar dela é quando estava cursando o ultimo ano do ensino médio em uma escola reconhecida de ensino tradicional da minha cidade e alguns alunos foram transferidos, dentre eles, alguns do colégio que usava essa metodologia, o aluno que foi para minha sala era bem extrovertido, mas incomodava muito o professor e até alguns alunos, chegando a ser falta de respeito, interrompia estudos, professor, falava muito alto, atrapalhava dessa forma os colegas e os professores e muitas vezes com piadas. É como a pessoa não tivesse bom senso que tinha que ter respeito pelos outros, que todos estavam estudando pesado para o vestibular e ele realmente não tinha esse senso do mundo. Outra vez foi com uma prima que estudava nessa metodologia e teve uma festa de aniversário, foram vários colegas dela da escolinha todos bem comunicativos e extrovertidos como sempre. Minha tia pediu para tirar fotos deles e fui, guando cheguei perto agiram com maior falta de educação comentando “nossa alguém não se toca…Vamos sair daqui” e saíram coletivamente, literalmente todos, fiquei super sem graça… achei sem o menor bom senso nem pensaram na amiga que estava fazendo aniversario e queria registrar o dia. Outro contato que tive é com um priminho esse no inicio na waldorf, pequeninho, comunicativo, super solto, vai com tudo e com todos mas minha tia teve que muda-lo de escola e ele está tendo dificuldades, tendo que ter aula de reforço. Olha eu sinceramente acho a metodologia linda, mas o mundo não é lindo e todo mundo sofre mas o sofrimento só nos faz crescer;Não vai ser uma metodologia que vai fazer a índole da pessoa. Até porque tem passa a crueldade pro mundo não é uma escola tradicional é a educação dos pais ou a falta dela, que acham que é a escola que tem que fazer esse papel, Mas não é nosso.. A metodologia tradicional vigora até hoje e em vários países de primeiro mundo, se não em praticamente todos. Os pais educam a viver, a escola educam a aprendem e a dar esse aprendizado… Estudei em uma escola tradicional, fiquei sentada a aula toda, brinquei apenas no recreio, as salas não eram tão coloridas, mas mesmo assim foi a época mais colorida e feliz da minha vida. Fala sua waldorf em casa com seu filho e dê a ele uma educação que ele necessitará para viver do jeito que ele quiser. Sei que foi uma critica mas espero que tenha sido construtiva.

  48. Uma coisa que ouvi dizer, mas não confirmo em nada, pois nunca vi, apenas ouvi é que vários empresários, famílias ricas gostam de colocar a criança em escola waldorf pois sabe que lá era será mais comunicativa e empreendedora, assim terá mais jeito para administrar os negócios da família.

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